sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Noite

Hoje não há luar. Só estrelas. Muitas. Cintilantes. Salpicam de brilhos o céu noturno. E, nesta noite quente de um outono disfarçado de verão, apenas quero ficar aqui, sentada no poial, de olhos para o alto e de pensamento vazio.

Aviso: este post poderá ferir sensibilidades

Numa travessa, em Olhão, alguém afixou este cartaz. O facto é que não dei pela dita m&%#@ na referida via. Se é para ter efeito dissuasor, parece que funciona. Provavelmente um exemplo a seguir noutras ruas de muitas cidades.


terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Estriçado

Caminhava eu por uma rua do centro de Faro quando dei um encontrão numa palavra que não ouvia há bastante tempo: estriçado. 

O adjetivo, saído direitinho da boca de uma mãe algarvia com que me cruzei, estampou-se-me nos ouvidos e acompanhou-me no resto do meu percurso. Dizia a mãe, para a filha de seus cinco ou seis anos, que parasse com aquilo porque já tinha o casaco todo estriçado. E a curiosa palavrinha levou-me de volta aos tempos em que também a minha mãe me ralhava por seu estar, por exemplo, a puxar as mangas de uma qualquer camisola para com elas tapar as mãos. De tanto puxar, acabava por estriçar a camisola.

Sim. É isso. Em algarvio, diz-se estriçar quando um tecido se distende, estica ou afrouxa em diferentes sentidos. 

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Pinta-amores (23)

Este pinta-amor mora em Águeda, sob um dos acessos à auto-estrada. Chegou à minha caixa de correio pela mão do Jorge Esteves do blogue Péssanga, um sítio que recomendo vivamente, onde sempre encontro histórias que me encantam.


Agradeço ao Jorge que tão amavelmente enriqueceu a minha coleção e pergunto: Sou ou não uma blogger sortuda? 



domingo, 19 de Outubro de 2014

Passeio de domingo (217)


Passeio mínimo, a condizer com o estado do blogue. Em fim de tarde, ou, como costumo dizer, na hora da libelinha.





Um tracinho

Este post é apenas um tracinho. Um tracinho que separa um passeio de outro passeio, como quem separa uma palavra composta. Separa… Ou une. Depende da perspetiva. Mas fazia-me aqui falta este tracinho. É que nem sei como parece, toda uma semana sem aqui inscrever qualquer palavra, de título que fosse. 

domingo, 12 de Outubro de 2014

Passeio de domingo (216)


Em dia de chuva, aproveitei uma “aberta” para ver o mar, o desmontar da praia e alguns destroços de verão.








terça-feira, 7 de Outubro de 2014

Pinta-amores (22)


Este pinta-amor  é especial.  Tinha-o na minha caixa de correio, ontem, quando fui consultá-la ao fim de vários dias alheada das mensagens que lá foram chegando. Foi-me enviado pela Adélia, do blogue Flor de Jasmim, que o captou em circunstâncias que não vou aqui desvendar mas que me comoveram sobremaneira.

Obrigada Adélia.

segunda-feira, 6 de Outubro de 2014

Imagem d'escrita

[Aqui também há, por vezes, posts promocionais]


Não vale a pena falar do tempo que não tenho. Mesmo que fale, ele (o tempo) não me liga nenhuma e continua a fugir. Por isso, é depressa, muito à pressa que passo hoje por aqui, só para mostrar como foi a apresentação do livro “Imagem d’escrita" tal como decorreu ontem, em Lisboa.  Estão também previstas apresentações em Albufeira, Pedrógão Grande e Faro. As notícias seguem aqui.


domingo, 5 de Outubro de 2014

Passeio de domingo (215)


Hoje estou aqui. Por isso o passeio foi agendado previamente, com imagens da praia dos Olhos de Água, onde passeei no final do mês passado.






quinta-feira, 25 de Setembro de 2014

domingo, 21 de Setembro de 2014

sexta-feira, 19 de Setembro de 2014

quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

O latim

Enquanto manuseio um venerável dicionário de latim-francês, imagino o estudante de Coimbra, nos longínquos anos de 1800, a consultá-lo na aula e a gerir o seu enfado desenhando retratos do professor e dos colegas nas margens do calhamaço com mais de mil páginas. Desenha também iniciais com profusão, o seu nome, repetido à exaustão, assim com o da cidade.
Dias há em que se inspira e verseja. Leio e enterneço-me com as suas doces palavras.


Sigo folheando a relíquia e vejo que o romântico estudante também tem dias com pendor escatológico.  Acho graça. Por certo, o estudante de Coimbra dos longínquos anos de 1800 nunca imaginou que, passado mais de um século, alguém que, nem seu descendente é, viesse a bisbilhotar-lhe os devaneios.



Em qualquer caso, o latim deve-lhe ter feito mossa. É que o estudante de Coimbra, entendeu dever fixar para a posteridade, na margem de mais uma das folhas do dicionário, a data em que concluiu a disciplina.



quarta-feira, 17 de Setembro de 2014

Fotografias

De vez em quando perco-me entre velhas fotografias. Há pouco, peguei no álbum que guarda os anos 70 e 80 do século passado. Gosto de dizer século passado. Parece que estou num livro de história e que falo de acontecimentos remotos. Se calhar falo mesmo. Aquelas fotografias parecem ter uma eternidade. Estão lá os casamentos das primas e das amigas. Piqueniques. Festas de aniversário. Está a marina de Vilamoura quando ainda a usávamos como praia. Estão rapazes de bigode e garrafas de refrigerante Fruto Real. Está certo que os bigodes até estão de volta mas quando é que eu me ia lembrar de uma garrafa de Fruto Real?

terça-feira, 16 de Setembro de 2014

Inveja

Invejo quem tem a palavra fácil. Falada ou escrita, mas fácil. Dura ou meiga, mas fácil. Parca ou abundante, mas fácil. É uma inveja diária que me assalta a cada palavra que não digo, a cada palavra que não escrevo. É uma inveja que me dói, de uma dor semelhante à que se cumpre a cada palavra que, muito a custo, digo ou escrevo.